quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Fala Macaca Especial com Sigmund Freud Sobre o Narcisismo.

"O amor objetal completo do tipo de ligação é, propriamente falando, característico do indivíduo do sexo masculino. Ele exibe a acentuada supervalorização sexual que se origina, sem dúvida, do narcisismo original da criança, correspondendo assim a uma transferência desse narcisismo para o objeto sexual. Essa supervalorização sexual é a origem do estado peculiar de uma pessoa apaixonada, um estado que sugere uma compulsão neurótica, cuja origem pode, portanto, ser encontrada num empobrecimento do ego em relação à libido em favor do objeto amoroso. Já com o tipo feminino mais freqüentemente encontrado, provavelmente o mais puro e o mais verdadeiro, o mesmo não ocorre. Com o começo da puberdade, o amadurecimento dos órgãos sexuais femininos, até então em estado de latência, parece ocasionar a intensificação do narcisismo original, e isso é desfavorável para o desenvolvimento de uma verdadeira escolha objetal com a concomitante supervalorização sexual. As mulheres, especialmente se forem belas ao crescerem, desenvolvem certo autocontentamento que as compensa pelas restrições sociais que lhes são impostas em sua escolha objetal. Rigorosamente falando, tais mulheres amam apenas a si mesmas, com uma intensidade comparável à do amor do homem por elas. Sua necessidade não se acha na direção de amar, mas de serem amadas; e o homem que preencher essa condição cairá em suas boas graças. A importância desse tipo de mulher para a vida erótica da humanidade deve ser levada em grande consideração. Tais mulheres exercem o maior fascínio sobre os homens, não apenas por motivos estéticos, visto que em geral são as mais belas, mas também por uma combinação de interessantes fatores psicológicos, pois parece muito evidente que o narcisismo de outra pessoa exerce grande atração sobre aqueles que renunciaram a uma parte de seu próprio narcisismo e estão em busca do amor objetal."

Feud em: Sobre o Narcisismo: Uma Introdução. (Obra XIV)

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

SEXTA FALA MACACO! com Lorena Viana.

É bonito? é amor.

Quando você pensa que já está tudo bem, que não há mais nada faltando, que tudo pode parecer completo mesmo sem alguma presença marcante, você se surpreende com alguém próximo e um amor imprevisível. Todas aquelas ideias que lhe falaram a respeito do amor, são extremamente contrárias ao que você sente. Diariamente tentam colocar em sua cabeça que o amor não existe. Ou que o amor só faz doer. Até mesmo que ele é sujo. Pobres pessoas que ainda não sentiram o que é mais belo e sublime. O amor é bonito. Amor acrescenta, faz viver, ter vontade, ir além.Não há frio, não há dor. Existem algumas quedas rápidas, alguns deslizes que acabam acrescentando algo à vida a dois. Enquanto não houver essa delicadeza de pensamento, esse gostar de pensar, de lembrar.. Enquanto não for bonito, não é amor.


Obs: Blog da Lory: TOMATE PULANTE - http://tomatepulante.blogspot.com/

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Vida Longa e Próspera!

Às vezes, as coisas acontecem na vida da gente de uma forma muito inusitada. Há um tempo atrás discutíamos o fim da Sonnora. Uma reunião muito difícil, palavras duras lançadas um ao outro. Um pandemônio.

Nunca achei justo o fim de uma banda que estava andando muito bem nos últimos tempos, a gente tinha alcançado muita coisa... é como eu costumava dizer!! A banda está bem, o que não anda nada bem eramos nós! Briga atrás de briga, discutindo besteira, intolerantes um com o outro. Decidimos acabar a banda pelo bem dos cinco amigos, afinal era a amizade que estava em jogo. Depois disso ficou tudo bem. Entretanto deixei bem claro naquela reunião que enquanto eu estivesse aqui, enquanto houvesse desejo de tocar, compor e trabalhar neste projeto a Sonnora nunca morreria. E mais... disse que o que estava em jogo ali não era o fim da Sonnora, mas se ela continuaria sem eles ou com eles. A escolha foi a mais difícil. Não tinha certeza se um dia remontaria a banda, mas enfim... o desejo falou mais alto.

Hoje é com muito prazer que venho dizer que remontei a banda... Ela tá com cheirinho de nova, com músicas novas (“!”, “Eu me lembro”, “29 de outubro”) um disco novo e músicos novos. Da antiga formação sobrou apenas a velha parceria entre eu e Wyllow (Vinícius Andrade) e como estreia montamos um show totalmente novo, num lugar onde nunca havíamos tocado antes, o já conhecido bar “Seu Zé”. Será um show totalmente acústico, como nunca foi feito antes pela Sonnora. Será a banda que vocês já conhecem, de um jeito que vocês nunca viram!!

VIDA LONGA E PRÓSPERA À SONNORA!!

sábado, 20 de agosto de 2011

O que você fez hoje?

A gente tem corrido tanto. Andando com tanta pressa, o tempo todo estamos tão atrasados que esquecemos de olhar para certos lugares. Aquela pessoa que te sorri ou te dá boa noite na frente da faculdade, aquele lugar bonito no meio do caminho do trabalho para casa.

A vida passou a ser uma série de pequenas missões como num jogo de vídeo game.

06:00h – acordar

07:00h – pegar o ônibus

08:00h - chegar ao trabalho

08:00h/ 12:00h – trabalhar

12:30h – almoçar

13:00h – voltar ao trabalho

13:00h/ 18:00h - trabalhar

19:00h - chegar em casa

20:00h – jantar

21:00h ver a novela das 8 (que começa às nove), afinal, estamos no Brasil

22:00h dormir

Acabou o dia. Daí, começamos tudo de novo.

Nada contra rotina. Sou até um cara que costuma gostar disso. Mudar é o que me assusta. Prefiro apostar sempre no que está dando certo. No meu ponto de vista, o grande problema não está na rotina. Não é neste horário engessado que descrevi, mas justamente no que a gente faz entre uma coisa e outra.

Certa vez dirigia para a clínica. Tinha acordado cedo e cheguei lá umas oito da manhã e alguém me perguntou: “O que você fez hoje?” respondi instintivamente: “NADA”, mas não tinha sido nada. Eu tinha acordado, tomado banho, escovado os dentes, de café da manhã eu tinha comido panquecas com mel que minha mãe tinha feito, depois eu peguei o carro e no meio do caminho encontrei uma amiga esperando o ônibus, dei carona a ela até o shopping, no caminho conversamos sobre alguma coisa sobre como é complicado casar e ter filhos muito cedo. No rádio tocavam sucessos dos anos 80, me lembro de ter escutado “pedra, flor e espinho” do barão vermelho e “sete cidades” do Legião Urbana, só depois disso tudo cheguei a clinica e encontrei o colega que me fez a famigerada pergunta. De repente NADA se transformou em ISSO TUDO.

A gente tem corrido tanto. Andando com tanta pressa, o tempo todo estamos tão atrasados, mas se a gente não parar um pouquinho acabamos passando despercebido por momentos muito bacanas das nossas vidas. Incrível é que na maior parte das vezes são os únicos momentos em que a gente pode ser agente mesmo.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

SEXTA FALA MACACO! com Carol Almeida.

Fiquei muito feliz quando fui convidada pra postar aqui, mas ao mesmo tempo meio preocupada, a idéia era saber o que quero postar, talvez o que eu gosto alguma opinião formada que eu queira discutir ou continuar com a proposta início do blog, falar sobre mim.

Meu nome é Caroline Almeida , tenho 15 anos e talvez tenha as maiores loucuras na cabeça, travo guerras constante comigo mesma. Espero não ser avaliada e diagnosticarem algo grave rsrs’!
Em todas as guerras estabelecidas existe o medo, por trás do cuidado com cada palavra ou gestos. Ta ai! Sou medrosa. Medo do escuro, quem nunca teve? Um dia alguém me falou (KaKau) que o medo é bom, uma forma de ficar alerta a diferentes situações, sei não viu. Quando se é adolescente impulsiva é melhor estabelecer regras, o bom é quando não esta só. Minha amiga Clara Sá está comigo nessa, pelo simples medo de amar. Elas foram feitas para nos privar de algum arrependimento, não me pergunte se da certo – primeiro decidimos que a ideia de ficar por ficar não seria com a gente, nem dizer sim de primeira, nunca correr atrás de um garoto, caras muito mais velho não é permitido, em um relacionamento seremos as primeiras a dar um basta pra justamente não fazerem isso com a gente, e tem hora que tanto eu quanto ela nos denominamos auto-suficiente depois de um momento de crise de existência ou acabamos com medo de ficarmos sozinhas! – isso são só algumas coisinhas de algum tempo atrás, mas as idéias estão sendo reformuladas (ainda bem!) umas são meio esnobes, era pra nos manter certinhas. Funciona.

Inconstante, minhas decisões nunca são certas, as ideias vão e vem, são duas de mim, mas é preciso parar pensar na tentativa de me entender. Coisa é se as perguntas pra chegar a tal entendimento estiverem erradas, por algum momento uma ajuda transforma a mente num mais completo caos (AAAAAAAAAh!) talvez o medo de onde chegará a resposta me faz recuar, regras são reorganizadas e não é apenas pra barrar qualquer sentimento ou reter atitudes, é um conforto. Chego a um consenso onde o que mais deixa aflito um adolescente é o não saber o que fazer, onde vai chegar, mentiras, não ser correspondido os sentimento e aonde o medo pode levar. Acho que meu tema é o medo e onde eu vou chegar, ou ate quando vou continuar com ele.